Dossiê

“Coronel” é patente militar em quase todos os exércitos do mundo. O mais alto posto antes de “general” dentro das Forças Armadas do Brasil. “Coronel” também é sinônimo de grandes proprietários de terra, quem manda, aquele que dita as regras. Daí o termo “coronelismo”, cunhado, em 1948, no clássico da ciência política moderna “Coronelismo, Enxada e Voto”, do jurista Victor Nunes Leal, para dar nome ao sistema político que sustentou a República Velha (1889-1930).

O livro explica como o mandonismo local se misturava aos altos escalões das estruturas de poder. Mais de 60 anos se passaram desde a publicação. E o coronelismo de outrora ganhou novos contornos, entre eles, o chamado coronelismo eletrônico. Em período eleitoral, nada mais importante do que revisitar essa história e analisar como o controle de emissoras de rádio e televisão por políticos segue influenciando os rumos da política brasileira.

Para provocar essa reflexão, Intervozes, com o apoio da Fundação Friedrich Ebert, realizou em 2014, uma série de reportagens sobre o fenômeno da concentração dos meios sob o controle de grupos políticos. Os artigos foram produzidos e publicados durante a campanha eleitoral daquele ano, com o objetivo de mostrar porque e como esta prática é prejudicial à democracia, o que diz a legislação e a quem cabe fiscalizar e punir os abusos, quem são os principais partidos e grupos econômicos que violam a Constituição e se aproveitam desta ilegalidade.

A publicação das reportagens é uma contribuição do Intervozes à campanha “Fora Coronéis da Mídia”, que tem o objetivo de mobilizar os movimentos sociais e sensibilizar a sociedade e as esferas de poder sobre o tema.

Reportagem 1:
Coronelismo, antena e voto: a apropriação política das emissoras de rádio e TV

Reportagem 2:
Controle de emissoras por políticos leva à falsificação da democracia

Reportagem 3:
A TV e o rádio como trampolim político

Reportagem 4:
Coronéis eletrônicos continuam no Congresso